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Radiações

Definição

Radiação é toda energia que se propaga em forma de onda através do espaço. Neste conceito de radiação se inclui a luz visível, a infravermelha, a ultravioleta, as ondas de rádio e televisão, o infra-som, o ultra-som, a eletricidade e os raios X.

Radiações Ionizantes

Radiação ionizante é a radiação eletromagnética com energia suficiente para provocar mudanças nos átomos em que incide (ionização), como é o caso dos raios X, dos raios alfa, beta e gama, e dos materiais radioativos. A radiação é medida em várias unidades diferentes. O roentgen (R) mede a quantidade de radiação no ar. O gray (Gy) é a quantidade de energia que realmente é absorvida por qualquer tecido ou substância após uma exposição à radiação.

Efeitos biológicos

Os efeitos biológicos da radiação ionizante ocorrem quando a radiação transfere energia para as moléculas das células dos tecidos expostos. Como resultado desta interação, as funções das células podem deteriorar-se de forma transitória ou permanente e ocasionar inclusive a morte das mesmas. A gravidade da lesão vai depender do tipo de radiação, da dose absorvida, da velocidade de absorção e da sensibilidade do tecido em relação à radiação. Os órgãos mais sensíveis são aqueles envolvidos com a formação do sangue e o sistema gastrintestinal.

Exposição do corpo inteiro

Doses altas de radiaçãso podem provocar a morte em poucos minutos.

Doses da ordem de 100 gray produzem falência do sistema nervoso central, provocando desorientação espaço-temporal, perda de coordenação motora, distúrbios respiratórios, convulsões, estado de coma e, finalmente, morte, que ocorre algumas horas após a exposição.

Doses da ordem de dezena de gray, observa-se síndrome gastrintestinal, caracterizada por náuseas, vômito, perda de apetite, diarréia intensa e apatia. Em seguida surgem desidratação, perda de peso e infecções graves, sendo que a morte ocorre poucos dias mais tarde.

Doses da ordem de alguns gray acarretam a síndrome hematopoiética, decorrente da inativação das células sanguíneas (hemácias, leucócitos e plaquetas) e, principalmente, dos tecidos responsáveis pela produção dessas células ( a medula óssea).

Exposição de áreas específicas do corpo

A exposição de áreas específicas do corpo produzem danos locais e imediatos nos tecidos. Os vasos sanguíneos das zonas expostas são lesados, alterando as funções dos órgãos, podendo levar a necrose e gangrena. Como conseqüências secundárias aparecem mudanças degenerativas nas células, sendo que o efeito retardado mais importante é o aumento da incidência de leucemia e de câncer, especialmente de pele, tireóide, pulmão e mama. 

Limites de tolerância

De acordo com a legislação específica em vigor, o Anexo 5 da NR-15 da Portaria 3214/78, nas atividades onde trabalhadores possam ser expostos a radiações ionizantes, os limites de tolerância e os controles básicos para a proteção do homem, são os constantes da Norma CNEN-NE-3.01: “Diretrizes Básicas de Radioproteção”.

Radiações Não Ionizantes

Radiação não ionizante engloba toda a radiação e os campos do espectro eletromagnético que não tem energia suficiente para provocar mudanças nos átomos em que incide. A linha divisória entre as radiações ionizantes (altas freqüências) e as radiações não ionizantes (baixas freqüências) é a freqüência da luz solar (luz visível). No espectro eletromagnético, abaixo da luz visível está a radiação infravermelha. Mais abaixo se encontra uma ampla variedade de radiofreqüências (microondas, radio celular, televisão, rádio FM e AM, ondas curtas) e, no extremo inferior, os campos com freqüência de rede elétrica.

Radiação Ultravioleta

Presente na luz solar, na maioria das lâmpadas e na solda a arco. A radiação ultravioleta da luz solar é essencial para a síntese de vitamina D na pele e em outros aspectos fisiológicos da vida humana. Entretanto, pode ocasionar uma variedade de efeitos patológicos, como queimaduras, mudanças de pigmentação da pele, alterações imunológicas e neoplasias. A exposição excessiva é mais prejudicial para os olhos e para a pele, onde provoca uma série de alterações. A radiação UV pode provocar desde o eritema (“queimadura solar”) até o aumento da incidência de câncer de pele. Nos olhos, a maior parte da radiação é absorvida pela córnea, conjuntiva e cristalino, provocando queratite e conjuntivite, que aparece poucas horas após uma exposição excessiva e normalmente regride em um a dois dias. A exposição prolongada pode contribuir para a formação de cataratas. A exposição ocupacional mais importante ocorre entre os soldadores e entre os trabalhadores que atuam na intempérie, como os trabalhadores rurais, os pescadores, os operários da construção civil, entre outros.

Radiação Infravermelha

Presente na luz solar, nas lâmpadas de filamento de tungstênio e em numerosos processos industriais que utilizam fontes de calor, como os padeiros, sopradores de vidro, operários de altos fornos, trabalhadores de fundição e metalurgia, bombeiros, entre outros. Da mesma forma que a radiação ultravioleta, a infravermelha é mais prejudicial para a pele e para os olhos. Na pele, pode provocar queimaduras. Nos olhos, contudo, devido a transparência dos meios oculares, a radiação infravermelha afeta mais a retina.

Campos de radiofreqüência e microondas 

A radiação de radiofreqüência é encontrada em aplicações muito conhecidas, tais como as emissões de rádio e televisão, comunicações (telefonia fixa e móvel, radiocomunicação), radar, entre outros. A exposição pode provocar aquecimento dos tecidos do organismo, levando a queimaduras, formigamentos (parestesias) e alterações da sensibilidade de mãos e dedos, irritação ocular e aquecimento e mal estar nas pernas. A emissão de radiação eletromagnética ocorre nos dois componentes de um sistema de telefonia celular, isto é, tanto no uso dos telefones celulares como junto às antenas radiobase. As ondas eletromagnéticas emitidas são absorvidas pelo organismo humano e podem causar efeitos biológicos. A questão ainda não foi devidamente esclarecida mas inúmeros estudos epidemiológicos em andamento parecem indicar a relação entre câncer cerebral e o uso de telefones móveis.

Campos elétricos e magnéticos

Presentes principalmente na geração, distribuição e uso da energia elétrica. No caso de exposição a campos elétricos e magnéticos, estudos epidemiológicos parecem indicar riscos excessivos de leucemia, de tumores cerebrais e de câncer de mama (em homens), especialmente entre os eletricistas que atuam em subestações e em redes de alta tensão e entre os condutores de veículos elétricos. Outras pesquisas tem apontado um maior risco de doenças cardiovasculares, alterações do sono, depressão e suicídio entre esses trabalhadores. Estudos sobre a exposição de trabalhadores em terminais de vídeo ainda não são conclusivos.

Links relacionados

Textos Online
Limite de Tolerância - Calor
Norma CNEN-NE-3.01: “Diretrizes Básicas de Radioproteção” ISO - Organização Internacional para a Normalização


 






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